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Segurança

Sair do ciclo de violência não é tão simples como parece

Por Manuela Damaceno

 

Uma das primeiras perguntas feitas quando uma mulher sofre violência praticada reiteradamente pelo seu parceiro é: por que ela não larga esse homem? Afirmações como “ela gosta de apanhar porque, depois de tudo, ainda volta para ele” ou “ela deve ter feito alguma coisa errada para ser tratada assim” também são comuns em uma sociedade que, apesar dos avanços, ainda reproduz estereótipos e jargões de uma cultura historicamente machista e sexista. Mas você já se perguntou quais são os motivos que levam mulheres a permanecerem em relacionamentos abusivos? Quais são as principais características dessas relações e como deve ser difícil sair desse ciclo de violência? Segundo dados do Instituto Maria da Penha, no Brasil, a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal.

 

A pesquisa também mostra que, a cada 22 segundos, uma mulher é vítima de espancamento ou tentativa de estrangulamento e, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de arma de fogo. Para auxiliar quem vive situações como estas, o Ministério Público estadual oferece um serviço de acolhimento, monitoramento e orientação a mulheres em situação de violência por meio do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e População LGBT (Gedem), que funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h.

 


A pesquisa também mostra que, a cada 22 segundos, uma mulher é vítima de espancamento ou tentativa de estrangulamento

 

De acordo com o psicólogo Rafael Cerqueira, que atua no Gedem, é comum responsabilizar a mulher pela situação de violência, sob a alegação de que “ela gosta de apanhar” ou que não tem “força de vontade” para romper com o relacionamento. Mas, segundo ele, esta situação está longe de ser um processo simples. Ele pontua que a relação alterna entre maus e bons momentos, quando o suposto autor usa de chantagens emocionais para justificar as agressões, responsabiliza a mulher pelos conflitos e, muitas vezes, obriga-a a ceder à sua vontade com a promessa de uma suposta lua de mel que nunca chega. “Os motivos que as fazem permanecer neste ciclo são variados e vão desde pressão social para a manutenção do casamento; isolamento afetivo, quando são afastadas de amigos e familiares, impedindo que seja construída uma rede de apoio; vergonha de ser exposta perante vizinhos e familiares, sentimento de fracasso pelo término do relacionamento e preocupação com a situação dos filhos; medo de sofrer uma violência ainda maior; dependência financeira; perda da autoestima, responsabilização da própria vítima pela situação em que vive, entre outros”.

 

Íntegra no site do MP-BA (www.mp.ba.gov.br)

 

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