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Municípios

Barragem do rio Colônia já tem nome: Horácio Sodré

A proposição já havia sido aprovada pela Câmara de Vereadores de Itapé, com o apoio da totalidade dos seus membros de todos os partidos

 

A Assembleia Legislativa do Estado apreciou, em sessão no dia 28, e aprovou por unanimidade o Projeto de Lei de autoria do Deputado Marcelo Nilo – apresentado pela Comissão de Justiça, através do seu presidente, deputado Rosemberg Pinto que, também à unanimidade, teve acolhido o parecer do relator, deputado Roberto Carlos – que denomina de “Barragem Horácio Sodré”, a barragem de contenção hídrica que o Governo do Estado acaba construir no Rio Colônia, no município de Itapé.

A proposição foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Itapé que, com o apoio da totalidade dos seus membros de todos os partidos ali representados, considerado o nome do ex-prefeito (quatro vezes) do município de Itapé, Horácio Tolentino Sodré que, além de comerciante e produtor rural, foi um dos fundadores e construtivos do município de cuja emancipação policita integrou a liderança.

A obra vai proporcionar a Itapé e Itabuna água potável para atendimento a suas populações até o ano de 2060, vai ensejar a formação de um lago de cerca de 1600hectares e deverá proporcionar o crescimento da piscicultura e carcinicultura; turismo rural e irrigação para produção de alimentos, especialmente hortifrutigranjeiros dos quais, a região ainda hoje é dependente, importando-os de outros Estados e regiões do país.

Na justificativa da decisão, foi destacado a figura do falecido líder itapeense que se exerceu – como de unânime reconhecimento – com ho-nestidade exemplar e devoção a populações mais necessitadas do seu município, onde desenvolveu importantes projetos em educação, saúde, assistência social e foi o construtor das pontes e cais de todos os rios do município em suas administrações que representam cerca de setenta por cento de todas as realizações ali existentes, por isso que a homenagem importa em reconhecimento e justiça.

Justificativa

 

Horácio Sodré, ainda jovem, chegou a Itapé – ao lado de Crispim Sodré, seu irmão, quando o então povoado de Estreito d’Água (adiante, Vila e Distrito de Itapé) há pouco começara a erguer os primeiros marcos de sua existência, ainda na segunda metade da década de 1930, convertendo-se, desde logo e ao longo dos tempos, pelo trabalho, num dos mais expressivos comerciantes da vida itapeense, atividade por vezes cumulada com participação na vida da comunidade, da qual nunca se afastou. Ali, formou família, criou e edificou múltiplos empreendimentos empresariais (estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e montou o primeiro hipódromo do sul da Bahia que atraía levas de apreciadores do esporte hípico de toda a região, inclusive do sudoeste baiano e do norte de Minas Gerais que para ali acorriam com frequência).

Por mais de 50 anos militou ativamente na política municipal, tendo, em três oportunidades (1954/1958, 1967/1971 e 1973/1977, diretamente, e auxiliando o período dirigido por seu irmão, Crispim Sodré, 1971/1973), governado o município, como Administrador Distrital e Prefeito, exercendo-se, em todas as oportunidades, como gestor eficiente e homem público exemplar, tendo se tornado um líder político de grande expressão popular, voltado sempre para as causas das populações mais necessitadas às quais sempre assistiu de todas as formas, inclusive até mesmo subtraindo recursos ao seu patrimônio pessoal, como de notório reconhecimento público.

Enxergando, em 1960, a oportunidade propícia para a emancipação de Itapé (até então pertencente ao município de Itabuna), promoveu a articulação de todas as lideranças políticas locais, unindo-as para conquistar o apoio popular para a luta que culminou em 28/12/1961, com a elevação do distrito à condição de município autônomo.

Somente essa ação política seria suficiente para demonstrar a capacidade de liderança e de persuasão de Horacio Sodré, levando-se em conta o alto grau de hostilidade – em muitos casos de caráter eminentemente pessoal – reinante entre os vários chefes políticos locais de então, que se renderam aos seus argumentos e diplomática condução do exitoso trabalho de construção da unidade para a luta maior que era a libertação político-institucional da terra.

Do desempenho de seus mandatos de dirigente público municipal, permanecem, a desafiar o tempo, pela alta qualidade que sabia empregar em suas obras, as marcas de sua atuação. Afora manter permanente assistência médico-odontológica e prestação de permanente socorro hospitalar, revolucionou a educação, qualificando os agentes (leigos) de ensino que encontrou, obtendo do Governo do Estado a multiplicação do número de educadores com formação pedagógica regular; edificou prédios escolares na cidade e nos povoados, triplicando o número das escolas, criando pioneiramente o ensino de segundo grau (o Ginásio de Itapé); pavimentou mais ruas, proporcionalmente, em medida maior do que tudo executado após a sua saída da gestão municipal; fez, com recursos municipais extensas redes e canais de esgotos, reduzindo sensivelmente os índices de enfermidades, especialmente da mortalidade infantil; abriu várias estradas rurais em todo o município; embelezou a cidade, urbanizando e arborizando muitas das suas ruas e praças e estrada Itapé-Entroncamento BR-415.

Tudo isso pagando o funcionalismo e os fornecedores municipais rigorosamente em dia e, ao deixar o cargo, legando ao sucessor (adversário!) todas as folhas de pessoal e contas pagas, nenhum débito pendente e valores expressivos em caixa, sem nunca ter tido prestações de contas rejeitadas e sem jamais haver respondido a qualquer processo criminal de qualquer natureza, especialmente por improbidade administrativa.

A par desse enfoque, cumpre destacar a profunda ligação de Horácio Sodré com o(s) rio(s) que corta(m) o nosso município, traduzida pelas obras que fez em vários dos riachos e ribei¬rões das zonas rurais do município, como pontes e pontilhões e cais edificados em proteção da cidade, responsáveis por evitar destruição mais drástica da zona urbana da sede.

Ainda para demonstrar a profunda ligação entre o ex-prefeito Horácio Sodré, de Itapé, e o(s) seu(s) rio(s), - comporta relembrar o seu desempenho por ocasião das várias grandes e catastróficas enchentes que atingiram e mutilaram a cidade (especialmente, em 1947, 1964 e 1967) onde, à frente da municipalidade, salvando vidas, assistindo materialmente aos flagelados, ou, de outra parte, edificando grandes obras, nos rios, para facilitar o escoamento da produção agropecuária do município e o trânsito das pessoas no seu cotidiano tratou de construir várias pontes (4), obras simples e inteligentes feitas nos anos 60 e 70 com tamanha qualidade - ainda que sem qualquer requinte de engenharia – que permanecem ainda hoje incólumes, afrontando o tempo e as grandes cheias, servindo ao povo e à economia do município, as quais, vale relacionar: a ponte Itapé-Zona Rural de Palmeira (120m de comprimento); a ponte Fazenda Caetité(Itapé)/Chapéu de Palha (150m), ponte Estiva de Itapé/Zona Rural do Bandurra (170m), sem falar na ponte da Estiva de Cima (195m), que iniciou e por motivo de longo tempo com elevado volume de água no rio (1976), não teve como terminar em seu último mandato (e que os governos subsequentes nunca concluíram...) todas essas obras, erigidas com  entre 1,5 a 2,0m de altura e variando entre 4,5 e 5,5m de largura.

Comporta destacar que na maior das enchentes desses rios (dezembro de 1967), a cidade foi duramente castigada e Horácio Sodré, então prefeito, assumiu – e venceu – o imenso desafio de reconstruir a cidade e, com apoio do então governador Luiz Viana Filho, construiu um bairro inteiro (que tem o nome desse notável homem público e, hoje, o mais populoso de Itapé), em área de 20 hectares distribuída gratuitamente às vítimas daquela enchente, hoje totalmente ocupada, a qual foi desapropriada para esse fim tendo, o então prefeito, loteado e executado os necessários trabalhos de urbanização, estruturando-a como local seguro, afastado da margem do rio, tranquilizando dali por diante os moradores, protegendo-os da sanha das águas nas grandes cheias que a nova barragem proporcionará evitar, doravante, de forma definitiva.

Com tamanhas razões a ligar Horácio Sodré ao rio Colônia, ao rio Salgado, ao Cachoeira (que é a junção de ambos e denominação até desaguar no Oceano Atlântico, em Ilhéus), pelo importante fato de ser um nome local, da própria terra, e por ser, a barragem, uma obra edificada no solo itapeense, pelas reconhecidas qualidades de honestidade, ética, dignidade e pelo devotamento ao interesse público e ao amor ao seu povo, o indicado – nessestempos em que esses valores, são cada vez mais raros na vida pública brasileira, precisam ser prestigiados pela necessidade de que se restaure a crença do povo nos homens públicos, servindo de exemplo às novas gerações, merece a homenagem da escolha do seu nome para batizar o importante empreendimento.

No plano pessoal, há-que destacar o temperamento afável e diplomático do homenageado de quem se guarda a memória de pessoa solícita e extremamente solidária, que viveu em Itapé por mais de 60 anos, até falecer aos quase 90 anos, em 1994. Cumpre ainda destacar que essa barragem foi um sonho que Horácio Sodré defendeu vida afora, pois sabia do padecimento das populações e do grande potencial que reveste essa importante obra para o soerguimento socioeconômico de Itapé e atender ao abastecimento de água da população local e da região, em especial o vizinho município de Itabuna.

A bem da verdade, não se vislumbra que outro nome pudesse ser mais apropriado e refletir mais sentimento de justiça do que o proposto para denominar a importante obra, além do quanto contentou o povo de Itapé– território onde se localiza a obra – projetando-se em toda a região na qual, o nome de Horácio Sodré persiste como referência de administrador operoso e honesto e homem público íntegro.

A par dessas razões acima alinhadas, a escolha está sendo bem recebida em toda a região na qual ainda permanece a lembrança dos feitos valorosos e da trajetória honrada do homenageado.

 

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