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Entretenimento

Avançar com fé

 

Itabuna vive, desde o dia 19, uma sequência de eventos religiosos católicos que, independente da orientação, invariavelmente desembocam em pedidos de paz na sociedade. O dia de São José, padroeiro da cidade, teve o apelo natural da proteção à família; em seguida, dia 25, o Domingo de Ramos teve como ponto alto o encontro de paróquias em uma procissão pela paz; e, nessa sexta-feira (30), a celebração da Paixão de Cristo leva os cristãos a elevarem o pensamento nesse mesmo sentido.

 

Paz. É do que a cidade necessita, realmente. Precisamos, porém, fazer nossa parte, enquanto humanos desprovidos de poderes maiores, que não os do voto e do protesto. É o que nos resta. Primeiro, votar. Não dando certo, protestar contra a situação em que nos encontramos. Rezar, também, mas aí já não é poder e, sim, o oposto: é súplica, confissão maior da impotência.

 

Pela realidade concreta que vivemos, o voto deu errado. Passaram-se 15 meses de uma eleição dominada pelo discurso da promoção da chamada “sociedade de paz”, quase uma repetição do tal “Cidade de Paz”, discurso vencedor em 2012. E, curiosamente, uma gestão imita a outra.

 

Um lendário técnico de futebol dizia que conhecia o jogador bom de bola pelo arriar da mochila. Governo bom, fazendo uma analogia da precipitação, conhece-se pela transição. Em Itabuna, pouco se soube de proveitoso desse período.

 

Após a posse, a coisa também não mudou de figura. Tanto que estamos, em plena Semana Santa, já tendo gastado dois cartuchos desse tríduo – São José e Domingo de Ramos – apelando para a intervenção divina, em busca de uma cidade de paz.

 

Logo nesse período, quando as atenções dos batalhões celestiais para a paz estão de olho no Sul do país, onde a situação já beira a guerra civil, entre simpatizantes e odiadores do ex-presidente Lula...

 

Tendemos a ficar à mercê de nossa sorte – ou competência, para sair dessa situação em que nós mesmos nos metemos, pelas escolhas que temos feito em anos seguidos.

 

Quatro anos passam rápido. Ou, dois anos e nove meses.

***

Essa edição traz como um dos principais assuntos uma feira de saúde para mulheres privadas de liberdade no Conjunto Penal de Itabuna. Nem tanto pela ação, uma feira de saúde em parceria com uma faculdade, mas o assunto é importantíssimo pela necessidade de se discutir com mais honestidade a questão do encarceramento em massa e os reflexos dessa política para a paz na sociedade. Nesse sentido, a ação ganha, sim, uma importância maior, na medida em que diz para a sociedade: “essas pessoas existem. Fingir o contrário não resolve o problema da sua segurança”.

 

Sigamos na fé, sempre acompanhada da ação.

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