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Da redação 

Na Rádio Clube (a primeira emissora de rádio de Itabuna, hoje com o nome mudado para Rádio Nacional), fins da década de 50, havia um programa chamado “Boate Ypacaraí”, que era apresentado pelo futuro e brilhante advogado Jorge Neme.

Apesar de ser produzido em estúdio, o programa procurava passar a impressão para o ouvinte de ser transmitido ao vivo, da referida boate e apresentava os ruídos ambientais característicos de uma casa noturna, como tilintar de copos, murmúrios, música, etc.

Entre uma música e outra tocada pela “orquestra” da boate, o locutor Jorge Neme costumava mencionar a presença de alguns convidados. Em certa noite, criativo como ele só, Jorge anunciou a suposta presença na boate dos insuspeitos senhores Ottoni José da Silva, Maurício Manoel Midlej e Joseph Rafle Salume, três respeitáveis nomes da sociedade grapiúna e não dados a frequentar as boates locais.

O drama maior viria a acontecer mais tarde quando os ilustres cidadãos chegaram em casa depois da meia-noite. As ciosas esposas, dona Eva, dona Jaó e dona Daid, todas ouvintes do programa e que imaginavam ser o mesmo feito numa boate, estavam naturalmente de cara amarrada.

Era que os seus dedicados maridos deveriam estar, àquela hora, especialmente em noite de quarta-feira, numa importante reunião da Loja Maçônica Areópago Itabunense, entidade a que orgulhosamente pertenciam.

Até que eles explicassem que aquilo era invenção do Jorge Neme, houve uma greve nada agradável para eles.

(*) Texto romanceado da Editoria de História do Agora

  • Criado em .

Tenho nas mãos a edição do seu jornal, preparada com carinho para homenageá-lo. Todos os seus amigos deixaram mensagens perpassadas de saudade e merecidos elogios ao jornalista e ao cidadão, conhecido e estimado pelos conterrâneos, exemplo de retidão e exemplar conduta. A edição de 17 a 24 de março do ano em curso reuniu seus amigos e aparentemente não deixou lugar para os retardatários, como eu, que não cuidei de pedir um cantinho de página para incorporar-me aos disciplinados e zelosos companheiros de jornada.


A visão da primeira página da edição citada do Agora autoriza minha presença, hoje, em um espaço do seu jornal. Em primeiro lugar, saudade não tem tempo ou lugar para manifestar-se; como se não bastasse, a primeira página traz uma fotografia sua que dispensa qualquer legenda. Se foi posada, se foi montagem, pouco importa: a mensagem é perfeita. Você é visto de costas, caminhando em uma praia e tendo em frente o mar, os olhos voltados para o infinito. O infinito não é mensurável, perceptível, nem está ao alcance de qualquer um de nós. Mas o mistério que reveste o infinito permite que os amigos guardem sua lembrança e proclamem, em qualquer tempo ou lugar, que você sempre terá a imagem preservada nessa dimensão onde vivemos. A diferença é que seu endereço no infinito é conhecido; nós, sabe Deus pra onde vamos no Brasil que você deixou...


É exatamente sua nova dimensão de espaço e tempo, mistério insondável para os que ficam por aqui, que me desperta para o tempo que perdi sem dizer a você quanto admirava o jornalista ético, digno e corajoso, o bancário competente que dispensava a todos um tratamento delicado e respeitoso, o cidadão que não renunciava ao ideal de retidão e independência. Sabe, meu amigo, quando alguém conquista minha estima acho que vou conviver sempre no mesmo espaço físico e alimento a ilusão de ter todo tempo do mundo para proclamar o que agora escrevo.


Meus amigos não partem para endereços “nas nuvens”. Ficam para sempre, vejo-os em meus sonhos e ouço a voz de todos eles, principalmente quando escreveram. As palavras dos amigos, quando escritas, ocupam um espaço permanente em nossa mente. Materializadas no papel, ou vivas na recordação. Tive amigos que se foram sem avisar, sem pedir licença, sorrateiramente. Alguns não me deram tempo para a despedida; outros, a minha covardia fez com que não os visitasse fragilizados pela dor. Você pertence ao último grupo. Não fui visitá-lo, como muitos fizeram. Preferi guardar em minha lembrança a imagem do jornalista forte, combativo e bem humorado. Errei e me penitencio. A dor, como a alegria, deve ser partilhada, aprendi com o sentimento agridoce da saudade.


Felizmente tenho palavras suas guardadas, muito bem guardadas em um recorte de jornal publicado nos idos de 1990, precisamente edição de 28/07 a 04/08/90. Na página 2 você ocupou o espaço denominado Coluna Livre e resolveu apresentar o Perfil de Sônia, homenageando a juíza da Comarca de Itabuna, no aniversário. Verdadeiro e sensível como sempre foi, apresentou primeiro Sônia Carvalho, a menina-moça que conheceu ainda menino, morando na rua Ruy Barbosa com o título de Rainha da Primavera e não Rainha dos Estudantes, como você informou; desculpe, mas jornalista como você não pode divulgar fake news. Quanto ao seu artigo, fico sem jeito para repetir a generosa descrição da adolescente e da magistrada aos cinquenta anos. Você, meu amigo, exagerou levado pela amizade. Mas foi verdadeiro e absolutamente fiel à verdade, quando disse que “voltando ao passado, Sônia Maron mudou muito pouco”. Pois é, Adervan. A alegria, a simplicidade, a ligação profunda a Itabuna e aos amigos, sentimentos descritos por você, mantiveram-se na mesma intensidade no caminho percorrido. Apesar do colorido da suspeição, você deixou bem claro que eu consegui manter a liturgia do cargo sem perder os traços que definem o meu perfil.


Você também permaneceu o mesmo. Percorreu um caminho sem desvios, devotado aos princípios e valores que imprimiram com tinta indelével seu legado à imprensa e à sociedade de Itabuna. Olhando o infinito, como aparece na fotografia, há de parecer-lhe estranho o mundo que deixou. O melhor, meu amigo, é mesmo não olhar para trás. A “Caixa de Pandora” do Brasil abriu e os horrores do conteúdo lendário continuam atemorizando e destruindo até o passado que imaginávamos protegido. Resta-nos pedir a intercessão de uma força divina para encerrar a provação, lacrando a caixa para impedir a fuga da Esperança, que dizem ter permanecido a salvo, garantindo o sonho que ainda existe de dignidade, decência, fraternidade e concórdia.

Abraça-o carinhosamente a amiga
Sônia Carvalho de Almeida Maron

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O dia 31 de outubro de 2017 assinalou a passagem dos 500 anos do segundo grande cisma do cristianismo: a Reforma Protestante. Nesse contexto, percebe-se que o número dos novos evangélicos tem crescido de maneira considerável. Mas também vem crescendo o número de muçulmanos, espíritas, agnósticos e ateus. Em meio a essa migração dentro do cristianismo, ao crescimento do Islã, a despeito do terrorismo, e ao crescimento daqueles sem religião, vai aqui uma pergunta: Deus existe?

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Um deles por molecagem de uma turma de estudantes e o outro porque pensava que iria ganhar mesmo. São histórias da política itabunense, muitas vezes provinciana, tupiniquim.

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Compareci, sempre que possível, às exéquias das pessoas da minha afeição ou até de quem, mesmo menos próximo, se haja tornado credor de minha admiração. Em algumas oportunidades, cheguei a discursar, a prestar depoimentos, por entrevistas ou artigos, como forma de fazer do necrológio um registro com sentido de homenagem. Por feitos e por virtudes.

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Fui empregado de uma empresa de vendas. Meu trabalho era vender produtos da empresa para diversos clientes, pessoa física ou jurídica. Fui dispensado a um mês do meu emprego. Quando fui receber as parcelas rescisórias achei baixo o valor. Eles calcularam com base no salário fixo e não consideraram as vendas que eu tinha feito no último mês. È assim que faz? Rogério Junot.

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Analisando o perfil dos nossos presidentes, observo a relação destes com as bebidas. Não lembro se o Sarney apreciava alguma “branquinha” daquelas com infusão de maribondos e devidamente flambada, para fazer alusão ao seu tão famoso livro de poemas, nem dos gostos dos sisudos militares ou do querido Tancredo. O mais famoso sem dúvida, nesse setor foi o Jânio Quadros, que disse “Bebo porque é líquido, Se sólido fosse, come-lo-ia.”...Mas vamos lá!

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Zumbi dos Palmares, último líder do maior dos quilombos no Brasil colonial, foi morto em 20 de novembro de 1695, quase dois anos depois de as tropas do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho ter destruído o quilombo. Zumbi se tornou um herói. Figura quase mítica. Exaltado como aquele que, em grande parte, melhor representou a luta contra a escravidão.

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