Entrar Registrar

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

Criar uma conta

Todos os campos marcados com asterisco (*) são obrigatórios.
Nome *
Nome de usuário *
Senha *
Verificar senha *
Email *
Verifar email *

Da redação

 Evidentemente que as histórias aqui contadas refletem uma época e as várias mãos que as escrevem por vezes precisam romancear um pouco cada caso para torná-lo mais palatável e ao gosto do leitor.

      A Tia Zulmira (nome fictício de uma senhora que conhecemos lá pelas bandas de Água Preta, hoje Uruçuca) era comadre da mãe do autor dessas linhas e passava uns dias na nossa casa, já que a família às vezes não suportava as “caduquices” da anciã.

Aos 70 anos (assim ela dizia, embora outros parentes afirmassem que não passava dos 65), era muito animada, de altíssimo astral, sempre de bem com a vida e muitas de suas aventuras eram até divertidas.

Fazer de pinico, urinol ou bacio, como chamavam à época (felizmente só para fazer xixi), um vaso chinês caríssimo da casa de um parente muito rico em Salvador, ou retirar a usada dentadura e colocar num copo com refrigerante na mesa do almoço, eram fatos comuns para dona Zulmira.

Certo dia morreu um homem na rua onde morávamos e durante o velório na própria casa do “de cujus” eis que chega a Tia Zulmira, sorridente e perfumada como costumava andar.

Apurada quem era a viúva, que chorava copiosamente à beira do caixão, Tia Zulmira aproximou-se dela e, aconchegando-a ao peito, em voz alta e nada afinada, cantarolou: “Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora...”, cujo autor não recordamos, mas que foi mais tarde imortalizada por Raimundo Fagner e Almir Sater.

Juram os presentes que a mulher parou de chorar e que o morto fez a sua última viagem ao som de “No Rancho Fundo” (Ary Barroso e Lamartine Babo), na saída do féretro também cantada por Tia Zulmira e repetida várias vezes até o cemitério.

Que Tia Zulmira, ou que nome verdadeiro tenha, descanse em paz.

 

Histórias romanceadas pela equipe de redação do Agora

  • Criado em .

Antonio Carlos Lopes

 

A Constituição Federal de 1988 consagrou a saúde como “direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas que visam à redução do risco de doença e de outros agravos e possibilitando o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação”.

Foi a partir deste marco histórico que ocorreu a instituição formal do Sistema Único de Saúde, o SUS. No Capítulo II, artigo 198 de nossa Carta Magna, estabeleceu-se que as ações e os serviços públicos de saúde integrariam uma rede regionalizada, hierarquizada, organizada de acordo com as seguintes diretrizes: descentralização, atendimento integral e participação da comunidade.

Trinta anos passados, a criação do SUS ainda é vista, em praticamente todo o mundo, como uma das propostas mais avançadas em termos de inclusão social e universalização da assistência. De fato, o Sistema Único de Saúde made in Brasil é mesmo, teoricamente, o sonho de qualquer nação do Planeta, das mais carentes às potências.

Isto posto, é essencial refletir sobre o abismo que ainda separa o SUS do papel do SUS da vida real. Hoje, como há 30 anos, quem necessita da saúde pública sofre com a dificuldade de acesso, as filas sem fim para marcar uma consulta ou uma cirurgia, a carência de leitos, falta de medicamentos, unidades de saúde sucateadas, entre outras mazelas.

São muitas as explicações para o SUS viver permanentemente à beira do caos. Todos concordando que o subfinanciamento é uma das principais. Segundo a OMS, a proporção destinada em alguns países à saúde chega a ser três vezes o índice brasileiro. Nos Estados Unidos, 21,3% (orçamento nacional), contra 22% na Suíça, 23% na Nova Zelândia e 20% no Japão. Entre nações em desenvolvimento, no Uruguai, 20%, contra 23% na Costa Rica ou 24% na Nicarágua. Aqui a taxa estava em 6,8% em 2014, último ano disponibilizado pela OMS. É menor do que a média da África, com 9,9%. Nas Américas, chega a 13,6%, contra 13,2% na Europa.

Junto à falta de prioridade por parte do Estado, padecemos com a incompetência de boa parte de gestores e com a corrupção. Estima-se que a ineficiência e a burocracia redundem em perdas da ordem de 30% a 35%. Somados os desvios e os malfeitos, o Brasil vê vazar 50% das verbas que seriam para a saúde dos cidadãos. Até a iniciativa privada joga contra, sem disfarçar. No campo suplementar, existem sugestões que visam somente enriquecer empresas de seguros/operadoras, mesmo que, seja necessário desmantelar o SUS.

Agora mesmo, tramita no Congresso Nacional propositura de criação de planos de saúde de cobertura limitada, ironicamente batizados de “populares”.  Significa retrocesso à Lei 9656/98, que garante aos pacientes e consumidores assistência integral na saúde suplementar, ferindo os direitos dos cidadãos e a boa prática da medicina. Estes planos são extremamente nocivos, pois, além da redução da cobertura com a criação de um novo e limitado rol, preveem a liberação de reajustes para os planos individuais e o aumento dos prazos para agendamento de consultas e para o acesso a procedimentos.

Também contemplam a exclusão de tratamento de alta complexidade, de procedimentos como quimioterapia, urgências e emergências e hospital dia. Em outras palavras, só suprirão o atendimento ambulatorial, enquanto todos os procedimentos mais caros usados pelos usuários terão de ser cacifados pelo SUS.

Todos estes disparates fazem do aniversário de 30 anos do Sistema de Saúde uma espécie de Dia D. Ou nos mobilizamos para defender esse patrimônio de todos nós ou perderemos a guerra para inimigos visíveis e invisíveis. É hora de resistir.

 

Presidente da Sociedade

Brasileira de Clínica Médica

  • Criado em .

 A maior rede de televisão do Brasil, a Globo, que por sua audiência notável, pela qualidade de sua equipe e por sua bem montada grade de programação, impõe quais os padrões que devem ser seguidos pelas demais emissoras, anda sendo malhada nas redes sociais e por conta disso vem fazendo concessões em sua programação para se manter no topo.

Já defendemos aqui mesmo e em outros veículos que, apesar de tantas coisas positivas que produz, a mais poderosa emissora brasileira vem pisando na bola nos últimos anos, explorando as mais ousadas cenas de sexo, usando suas novelas e programas para expor suas preferências políticas, religiosas, sexuais e sociais e com isso merecendo as críticas que vem recebendo.

Por um outro lado as emissoras alternativas (SBT, Band, Record, Rede TV, etc), eternas disputantes por um segundo lugar nas pesquisas, ajudam a emissora dos Marinho em sua escalada, dedicando boa parte de seus programas a repercutir o que a Globo divulga. Os programas “das outras” falam muito mais da emissora global do que de si mesmas.

Se o leitor se lembra bem, há alguns anos a Globo não fazia a propaganda que faz a respeito de si própria e de seus produtos, diferentemente do que faz hoje. Passou agora a defender o que já faz a Coca-Cola, que quanto mais vende, mais propaganda faz no mundo todo, só por causa da concorrente Pepsi nos Estados Unidos, que só por lá vende muito.

Mais recentemente, lamentavelmente fruto das pesquisas que faz (o que prova a ignorância dos entrevistados), a emissora está querendo nos empurrar goela abaixo um (a) tal de Pablo Vittar, um (a) péssimo (a) cantor (a) que está, graças ao analfabetismo musical do público brasileiro, entre os (as) melhores de 2017. Isso é lamentável.

Já não basta o marketing em torno do Criança Esperança, que diz ajudar a centenas de instituições pelo Brasil, menos as do Sul da Bahia, onde pelo menos seis delas são absolutamente corretas, institucionalmente legais e que já pediram a ajuda do programa.

Para completar, chegou há poucos dias a 18ª edição do Big Brother Brasil, enchendo a sala de estar dos brasileiros de gente sem a menor importância para vivenciar um “reality” sem qualquer apelo cultural ou social, pagando prêmios milionários, etc.

É importante destacar que falamos de um programa sem qualquer coisa de útil, veiculado em horário nobre, enquanto as melhores pérolas da programação são veiculadas em horários inadequados, praticamente de madrugada.

      As críticas que a Globo vem recebendo, em boa parte, são muito justas.

  • Criado em .

Tonet Social

 

NÃO IMPORTA QUE DESEJAR FELIZ NATAL SEJA REPETIVO.

VAMOS REPETIR PORQUE DESEJAR FELIZ NATAL A ALGUÉM FAZ BEM AO CORAÇÃO,  ALEGRA A ALMA E FORTALECE O ESPÍRITO.

FELIZ NATAL A TODOS AQUELES QUE NOS MERECEM. A TODOS AQUELES QUE CONHECEMOS E COM QUEM COMPARTILHAMOS PALAVRAS, SUBTRAIMOS TRISTEZAS E DIVIDIMOS ALEGRIAS.

 

A PIONEIRA       

Trinta anos depois de implantada a TV Cabrália comemora o pioneirismo e fortalece seu grau de identificação com o público itabunense. Foi a primeira emissora a acreditar no grande potencial do sul da Bahia e investiu em uma programação voltada essencialmente para a comunidade.No jantar reservado para a press e convidados, o executivo da Record, Marcelo Almeida falou de investimentos na rede da ordem de 14 milhões.

 

RECADINHO INTELIGENTE

Sedutora, sim. Mas burra toda.

 

PARTIU TRANCOSO         

Elaine e Paulo Carletto mais Claudia Dorea e Irani Salomão juntaram as mobílias e partiram para o extremo-sul. Passam o Natal na Costa das Baleias, no Prado. E a virada vai ser curtida na Costa do Descobrimento, precisamente em Trancoso.

 

CRISE NO CLERO        

Usando dos seus plenos poderes eclesiásticos o novo bispo diocesano, D Carlos Alberto dos Santos vem causando um reboliço com a transferência de padres para paróquias de outros municípios. O padre Calazans da paróquia Nossa Senhora da Conceição vai para Itapé. O Monsenhor Moisés vai mudar para Santa Luzia. Os religiosos não estão gostando e os paroquianos menos ainda.

 

Legendas:

 

Aniversariante do mês, Katia Lins festejou com o marido Carlos Santana (Carioca) mais familiares, amigos e colegas da FICC. Uma festança.

 

Hans e Roger Schneider. Pai e filho dominam o mercado da água mineral com a Gabriela diretamente da fonte Bom Sossego, em Ilhéus.

 

Líder máximo da Turma do Quibe, Ronald Kalid ganha uma concorrente de peso: sua mulher Lívia acaba de criar a Turma da Esfiha.

 

Regi e Frances Vital em jantar de confraternização na churrascaria Los Pampas.

 

 

Carla e Alessandro Dantas celebrando Bodas de Cristal ao completarem 15 anos de casados neste mês de dezembro.

  • Criado em .

A empresa que eu trabalho acabou de enviar por e-mail para todos os colegas de trabalho uma relação com o nome, salário, cargo e a conta onde são feitas os depósitos de cada um dos empregados. A empresa pode divulgar meu salário sem minha autorização? Lázaro Vicente.

 

O consulente coloca sob análise uma questão que pode ser tratada de duas formas diferentes, a depender da natureza do seu vínculo empregatício, se empregado público ou privado. O que se busca saber é se a divulgação do nome e salário de um determinado empregado viola a intimidade, a vida privada, a honra e a sua imagem, garantias que são previstas na Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB) Federal. Diante do quanto preceitua o art. 37 da CRFB/88: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Min. Carlos Ayres de Britto, nos autos do processo SS3902 Agr-Segundo, julgado em 09/06/2011, decidiu que no conflito entre o Princípio Constitucional de Proteção à Vida Administrativos, em se tratando de divulgação de dados de funcionários públicos, inclusive a remuneração, não se pode “falar de intimidade ou de vida privada, pois os dados objetos da divulgação em causa dizem respeito a agentes públicos mesmos; ou, na linguagem própria Constituição agentes estatais agindo ‘nessa qualidade’ (§6º do art. 37). E quanto à segurança física ou corporal dos servidores, seja familiarmente, claro que ela resultará um tanto ou quanto fragilizada com a divulgação nominalizada dos dados em debate, mas é um tipo de risco pessoal e familiar que se atenua com a proibição de se revelar o endereço residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No mais, é o preço que se paga pela opção por uma carreira pública no seio de um Estado republicano”.

 Com essa linha de raciocínio, a grande maioria da Doutrina e Jurisprudência entende, especialmente após a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011) que a divulgação individualizada do nome e remuneração do servidos público, em qualquer meio, seja impresso ou eletrônico, não fere a integridade moral do servidor por apenas conferir eficácia aos Princípios da Publicidade, Moralidade e da Transparência dos Atos Administrativos, especialmente porque estes Princípios se sobrepõem à intimidade, à privacidade e à segurança do empregado público, ressalvando-se apenas as vedações Constitucionais relativas às informações imprescindíveis à segurança da sociedade e do estado (parte final do inc. XXXIII do art. 5º).

 Situação diametralmente oposta é a do empregado de empresa privada. Ele não se submete às normas e princípios que regem a Administração Publica, de modo que, objetivamente, o empregador privado não pode divulgar o nome e o salário do empregado para terceiros, sob pena de violar o nome, a intimidade e a vida privada de seu empregado e sujeitar-se a indenizá-lo pelos danos morais que ocasionará.

 

Advogado. Pós-graduado em Direito Público e Privado. Membro-fundador da Associação Sul Baiana de Advogados Previdenciaristas (Asbap). Membro-idealizador-fundador e Vice-presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (Aljusba) e autor dos livros “Breves Análises Jurídicas”, “Dicas de Direito Imobiliário” e “Dicas de Direito Previdenciário” (Direitos Editora). Itabuna – Bahia /

(73) 98852 2006 – 99134 5375 e 3613 2545.

 

Os interessados em enviar perguntas sobre Direito Trabalhista ou Previdenciário para Dr. Vercil Rodrigues, encaminhar para os e-mails: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

  • Criado em .

Da redação

 

Florisel foi um excelente jogador que atuou em vários clubes brasileiros, mas não parou em nenhum. Tudo isso devido ao seu comportamento fora de campo. Bebia muito. Era uma garrafa de aguardente por dia. Jogou na seleção de Itabuna e aqui fez sua fama.

Ainda jovem, mas devido ao vício da bebida, já com o seu preparo físico prá lá de Marrakesh, foi recontratado pelo Itabuna, então já um clube profissional, sob a promessa que deixara de beber.

Mesmo cheirando a bebida chegava pontualmente aos treinos. O Itabuna alugara para ele e a mulher uma casa nos fundos da velha Desportiva exatamente para poder controlá-lo melhor. Mas Florisel continuava bebendo.

Um dirigente do clube, que frequentava uma casa espírita, sentenciou: “Só o espiritismo salva o homem. Vamos levá-lo ao centro espírita Arapary, de seu Carrinho.”

Na primeira sessão uma “entidade” possuiu Florisel, que passou a falar fino, com voz feminina e “confessou” que era um “encosto” de uma moça a quem o jogador “fizera mal” no passado. A voz dizia: “ele vai beber para o resto da vida...” Florisel suava frio. Encharcou a camisa. Terminada a sessão veio o veredito. Com mais três sessões ele estaria curado. Não frequentaria mais os bares.

Terminado o “tratamento” Ninguém via mais o jogador nos bares. Recolhia-se cedo mas o seu rendimento físico continuava precário. Em campo fazia os seus gols e era querido pela torcida. Até que chegou uma denúncia. Florisel estava bebendo em casa. Um dirigente do Itabuna visitou a casa do jogador e lá encontrou dúzias de garrafas vazias.

Promessa cumprida. Nos bares ele não bebeu mais, mas em casa...

 

(*) Texto romanceado pela Editoria do Agora.

  • Criado em .

Cláudio Zumaeta

 

A verdade (se é que ela existe) é que estamos o tempo todo correndo atrás do vento...

Choramos sozinhos (ainda que não nos vejam as lágrimas sobre o rosto), à medida que o tempo passa, porque descobrimos cedo ou tarde, nunca saberemos ao certo, que a vida é feita de escolhas internas (da mente e/ou do coração) e que aquelas escolhas nos remetem ao isolamento das decisões mais aflitivas e angustiantes que sequer imaginávamos.

Não é fácil escolher: a família ou o trabalho? O futuro ou presente? O compromisso ou a aventura? Os amigos ou os clientes? O dia ou a noite? Mais trabalho ou o mais descanso? O dinheiro ou a paz? O sacrifício da saúde ou a saúde, sem garantias futuras? O paraíso ou o inferno? A vida ou morte?

O fato é que o tempo passa... Nossas experiências, contudo, são intransferíveis! Em verdade, como diria Pedro Nava (1903/1984), “a experiência é um farol virado para dentro”: só ilumina, portanto, o caminho já percorrido, aquele que ficou para trás; sem nunca conseguir iluminar o caminho que está à frente, seja o nosso ou o caminho dos nossos parentes e amigos.

Aqui, neste instante, lembremo-nos de Caetano Veloso: “Existirmos a que será que se destina?” No contraponto desta indagação, ao que parece, Fernando Pessoa teria respondido: “Tão cedo passa tudo quanto passa! Tudo é tão pouco! Nada se sabe, tudo se imagina. Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada”.

O lema do filosofo grego, Sócrates, era: “Conhece-te a ti mesmo”. Uma máxima que aponta para a necessidade de incessantemente conhecermos, especularmos, investigarmos o que somos.  Ou então, ainda segundo Sócrates, um aforismo que aponta para o fato de que é preciso, antes de tudo que possamos fazer para vivermos em paz, conhecermo-nos profundamente!

Por outro lado, talvez quisesse Sócrates que tomássemos consciência da nossa própria ignorância. Ou quem sabe ainda, quisesse o filósofo, que nos deparássemos com a inexorável constatação de que os caminhos da vida são feitos de escolhas e decisões. Assim, cada um de nós, seria apenas os resultados daquelas escolhas; sem que possamos saber, a priori, se elas foram ou são “certas” ou “erradas” A vida, pois, é um enigma, disto já desconfiávamos desde tempos imemoriais. Mas, que fazer? Contemplá-la ou desafiá-la?

No entanto, se ainda posso sonhar, especialmente nesses tempos tão estranhos de agora, gostaria que este meu sonho realizasse as melhores aspirações e inspirações que (talvez) existam nalgum lugar muito bom dentro de cada um de nós... Creio apenas, sem que possa explicar por qualquer método, que felicidade atrai felicidade.

Ah, sim, não posso esquecer que esse meu sonho é embalado por essa música, “Bola de meia, bola de gude” de Milton Nascimento e Fernando Braant:

“Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto balança, ele vem pra me dar a mão. Há um passado no meu presente, um sol bem quente lá no meu quintal. Toda vez que a bruxa me assombra, o menino me dá a mão. E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir: Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade alegria e amor. Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver e não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal. Bola de meia, bola de gude: o solidário não quer solidão. Toda vez que a tristeza me alcança, o menino me dá a mão... Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto fraqueja, ele vem pra me dar a mão”.

Feliz Natal!

 

Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA)  Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Mestrando em História Regional e Local (UNEB Campus V, Santo Antonio de Jesus). Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).

  • Criado em .

Para muitos o Natal é uma festa muito triste, onde continuamos a ver a pobreza nas ruas, os abrigos em dificuldade e o bom velhinho (alcunha do Papai Noel) esquecido dos mais pobres. Um Natal onde as casas mais carentes não têm chaminés, quando muito um pequeno frango assado em lugar do peru.

      Para outros o Natal é uma festa muito alegre, onde as ceias natalinas de perus, avelãs, nozes e ameixas enchem as mesas, os presentes (para a alegria do comércio) e as bolas e luzes enfeitam as árvores de Natal. Onde as meias amanhecem cheias e a champanhe corre solta nas taças dos mais ricos. De qualquer sorte, festeja-se o nascimento de Cristo.

      Lembramos agora de uma história, absolutamente real e emocionante, acontecida aqui mesmo em Itabuna, quando um conhecido lojista fechava as portas de sua sortida loja de confecções e calçados no dia do Natal. Podia comemorar as boas vendas do ano.

Nas festas anteriores sempre às vésperas do Natal aparecia um homem, de aparência envelhecida pela dureza da vida que levava, apesar de não ter chegado ao 50 anos, para pedir uma ajuda ao comerciante de 5 ou 10 reais. Naquele ano o comerciante estranhou que o homem não aparecesse no dia 23.

Eis que, justo na hora em que antecipava o fechamento da loja, para liberar os funcionários, chega o homem. Eram 16 horas do dia 24, portas quase cerradas e ele trazia nas mãos um amassado saco. O empresário, já irritado porque não daria tempo para as compras de Natal da família, quase dispensou o homem: “Hoje não tenho nada para lhe dar” disse apressado.

O homem retrucou: “Hoje não quero nada do senhor. Vim retribuir o que tenho recebido. Trouxe essa meia dúzia de ovos para a sua ceia de Natal.”

O comerciante quase caiu de costas. Não esperava a generosidade daquele homem, que olhando bem, parecia Jesus. Reabriu a loja. Sabia que homem tinha mulher e três filhos de 10, 9 e 8 anos. Tirou da bancada roupas e calçados para as crianças. Na loja vizinha, ainda aberta, comprou um lindo vestido para a mulher e roupas, sapatos e meias para o homem e sua mulher.

Em seguida ligou para a mulher dele: “Temos mais cinco convidados para o nosso jantar. É surpresa!” Levou o homem ao barraco pobre do São Pedro. Confirmou o convite e mandou que todos tomassem banho num riacho próximo e vestissem os presentes.

Passou rapidamente no shopping e comprou qualquer coisa para a sua mulher e para os filhos. Quando chegou em casa, acompanhado dos convidados, o jantar estava pronto para ser servido. Pensou: “Foi o melhor Natal de minha vida!”

Boas festas!

  • Criado em .

Jornal Agora

Rua Juca Leão, 65, Centro, Itabuna - BA
Telefones: (73) 3613-5504
Fundado em 28 de julho de 1981 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

© Copyright 2009 / 2017 Jornal Agora   |   Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por: