Entrar Registrar

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

Criar uma conta

Todos os campos marcados com asterisco (*) são obrigatórios.
Nome *
Nome de usuário *
Senha *
Verificar senha *
Email *
Verifar email *

Aprendizagem mútua

Para tentar entendermos, minimamente, o que se passa nos vãos do ensino-aprendizagem, segue alguns exemplos retirados do dia-a-dia das salas de aula de algumas escolas particulares.

Um aluno do último ano do Ensino Médio, disse-me: “Professor, para não ter que perturbar sua aula, você me deixa dormir aqui no canto da sala?” Claro! Respondi. Afinal todos têm o direito ao sossego (inclusive eu!).

Todos também têm o direito de não gostar do que quer que seja (até de História, inacreditavelmente!), mas, o cerne da questão é: onde é que um aluno do 3º ano, de uma escola particular, pretende chegar se ele (como em outras disciplinas) prefere usar o espaço da aula para dormir?

Outro aluno, do 2º ano do Ensino Médio, referindo-se a uma viagem histórica a qual a escola estava organizando, perguntou: “Esse ‘tempo livre’ que está aqui no roteiro da viagem, nós podemos utilizar ele para o que ‘a gente quiser’”? Pela experiência que possuo com tantos alunos, ao longo de tantos anos, ponderei o que significaria aquele “para o que a gente quiser” (dito pelo aluno, entre risos e risinhos) e não gostei nadinha do que me veio à cabeça... Quanto à viagem, o aluno não fez nenhuma pergunta: para boa parte dos discentes, viajar é a oportunidade que caiu do céu para se sentirem livres da escola, das aulas e dos pais!

Para finalizar essa fase, vejamos duas outras “máximas” colhidas entre os(as) alunos(as) do Ensino Fundamental II, 9º e 8º anos, respectivamente: “Professor, Paquistão é país ou animal?”; “professor, a ‘conclusão final’, é a minha opinião do que eu acho, quando acaba o texto?” Sem comentários. Enfim, este é o nosso admirável mundo novo...

Entretanto, essas reflexões até aqui expostas, não propõem voltarmos ao “passado glorioso da Educação”. Não! Mesmo porque tenho muitas dúvidas quanto a esse tal “passado glorioso”. Ora, se ainda não tivemos sequer um Projeto Nacional de Desenvolvimento para o Brasil que atenda, verdadeiramente, às necessidades sociais, políticas, econômicas, culturais, ambientais e etc., do povo brasileiro, menos ainda tivemos/temos um Projeto sério de Educação para o país. Por isso, não proponho mudanças. Proponho transformações: quero, cada vez mais, ser capaz de aprender o que pretendo ensinar, compartilhando a alegria das descobertas interativas.

Educar é um processo permanente de aprendizagem. É orientar os(as) alunos(as) na construção da sua identidade, seu caminho pessoal e profissional (alguns chamam isso de Projeto de Vida). É preciso desenvolver habilidades para a compreensão. Só educamos, de fato, quando também aprendemos. E aprendemos em todos os espaços: na família, na escola, no trabalho, no lazer. Aprender é integrar-se cognitivamente com tudo! De tudo podemos extrair alguma informação, experiência, ou conhecimento.

Durante a aprendizagem dialogada, o professor pode estimular os discentes a explicar os fundamentos e implicações de seus pontos de vista. O professor pode conectar-se com os(as) alunos(as) para propor considerações filosófico-práticas, preservando a integridade e a beleza do ensino-aprendizagem.

Quanto mais soubermos adequar os programas previstos pelas escolas às necessidades dos(as) alunos(as), fazendo conexões estimulantes com o cotidiano e o inesperado, mais a sala de aula se abrirá para a investigação crítica, possibilitando, a todos, ensinar e aprender mutuamente.

 

Cláudio Zumaeta

- Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA)  Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Mestrando em História Regional e Local (UNEB Campus V, Santo Antonio de Jesus). Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).

  • Criado em .

Jornal Agora

Rua Juca Leão, 65, Centro, Itabuna - BA
Telefones: (73) 3613-5504
Fundado em 28 de julho de 1981 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

© Copyright 2009 / 2017 Jornal Agora   |   Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por: