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Esperança

 

Agenilda Palmeira

 

A esperança é algo tão importante para nós quanto a água é para os peixes; é algo tão vital como a eletricidade é para uma lâmpada, e tão essencial quanto o ar é para um jato jumbo. A esperança é, assim, essencial à vida.

 

      Ela é uma dimensão que faz parte do nosso ser-no-mundo. Essa é a nossa esperança humana. Onde há ser humano, há esperança em relação ao futuro do mundo, da sociedade e da vida. Não é possível conceber a existência humana sem sonhos, utopia, sem esperança. Podemos dizer que a esperança humana é uma necessidade ontológica.

 

      Pois o ser humano não poderia ser sem mover-se na esperança. Ela é esta energia/força que nos encoraja a lutar contra os grandes horrores e barbáries existentes na história humana. Na mitologia grega, quando Pandora abriu a caixa onde Zeus havia guardado todos os males e as misérias do mundo, o que restou bem no fundo da caixa foi a esperança.

 

      É este tesouro guardado bem no fundo da caixa que nos motiva a lutar sempre e a acreditar, apesar de todos os males que escaparam da caixa de Pandora, na tentativa de amenizar, vencer os males, os sofrimentos deste mundo.

 

      Pedro, o apóstolo, com o passar do tempo, ele se tornou o mais comprometido com o mestre, um discípulo devotado e obstinado, cuja lealdade não conhecia fronteiras. Jesus o alertou que o inimigo estava no seu encalço, trabalhando dia e noite. Jesus, não convencido disso, respondeu-lhe: “Digo-te, Pedro, não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces” Mas Pedro estava superconfiante de que aquilo jamais pudesse acontecer.

 

      Porém aconteceu, o leal e valente Pedro falhou com o seu senhor. Ele negou deliberada e abertamente, que era um dos doze discípulos. Quando Jesus olhou para Pedro, o apóstolo lembrou das palavras do Senhor e chorou amargamente. Como você, Pedro, pôde fazer isso? A morte de Jesus foi como um prego cravado no coração de Pedro e ele pensou que a única coisa de que precisava para prosseguir já não existia pois partiu para sempre.

 

      Esperança. Esta palavra saltou-lhe até o glorioso dia da ressurreição, a primeira manhã de Páscoa, quando lemos acerca da milagrosa ressurreição corporal de Jesus dentre os mortos, mas também aquelas maravilhosas palavras de graça: “mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galileia e ali o vereis, como ele vos disse”.

 

      E a Pedro! O significado dessas palavras não pode ser exagerado mas houve uma injeção de esperança na vida do velho pescador. Pedro teve esperança, apesar do seu fracasso. Por causa disso, pôde prosseguir. Por essa razão, escreveu a clássica carta de esperança àqueles que mais precisavam ouvir sobre esse tema.

 

Tenho sido esperançosa nesta luta, por que bem sei que a esperança é um maravilhoso presente de Deus, uma fonte de força e de coragem frente às provocações mais duras da vida.

 

Professora e membro da Academia Grapiúna de Letras AGRAL

 

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