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Uma experiência socialista

Cláudio Zumaeta

 

Certa vez um professor universitário do curso de economia disse nunca ter reprovado um só aluno durante sua longa docência. Mas, por outro lado, ele havia reprovado uma classe inteira. O que teria acontecido?

 

Conta-se sobre aquele episódio que, uma classe em particular, insistia com o professor, que o socialismo realmente funcionava. Segundo a classe, no socialismo, ninguém seria pobre ou rico, tudo seria igualitariamente justo. O professor duvidou e propôs a realização de um experimento: disse então à turma que ao invés de dinheiro, usaria as notas alcançadas pelos alunos em seus testes, para medir a validade daquilo que ele chamou de uma experiência socialista. A coisa toda funcionaria da seguinte maneira: todas as notas dos alunos seriam concedidas com base na média da classe, portanto, seriam justas. Os alunos toparam...

 

Seguindo então a proposta do professor, os alunos receberiam as mesmas notas, assim ninguém repetiria. Mas, aquele sistema implicava também que nenhum aluno receberia a nota máxima, uma vez que apenas valeria a média das notas da turma. Os alunos, mais uma vez, toparam o desafio... E assim, depois que a média dos primeiros testes foi obtida, todos os alunos receberam nota cinco. No entanto, os alunos que estudaram mais ficaram indignados. Por outro lado, os alunos que não se esforçaram tanto, ficaram felizes com o resultado. Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma – e aqueles alunos que haviam estudado bastante no início, resolveram estudar menos agora porque eles também se beneficiariam da nota mediana que, no entanto, seria suficiente para eles passarem. Assim, agindo contra suas tendências, os alunos mais aplicados passaram a copiar os hábitos dos alunos menos aplicados, preguiçosos...

 

O resultado daquela estratégia não poderia ser outro: a segunda média dos testes foi ainda mais baixa que a primeira. Ninguém gostou. Depois veio o terceiro teste e a média geral foi muito mais baixa. Todos os alunos reclamaram. Todos estavam angustiados... As notas não voltavam a seus patamares mais altos e a desarmonia entre os alunos cresceu assustadoramente. Todos buscavam os culpados para o que estava acontecendo. Os alunos que antes lutavam por justiça nas avaliações, agora se desentendiam a todo instante uns com os outros e as crises entre eles se aprofundavam. Todos discutiam com todos. No final, ninguém queria mais estudar para beneficiar aqueles que não estavam estudando. Ninguém queria fazer um esforço extra por aqueles que não estudavam nunca... E assim, todos os alunos perderam o semestre...

 

Conta-se, afinal, que o professor de economia explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseada na lei do menor esforço possível por parte dos alunos. Os resultados da preguiça e dos desentendimentos constantes fizeram a turma fracassar. O professor teria dito também que: “quando a recompensa é grande, o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns. Mas, quando se eliminam as recompensas, então o fracasso é previsível”.

 

Sobre a ótica do socialismo-populista, não é difícil perceber que boa parte dos nossos partidos políticos se autodenomina (ou se autodenominavam) socialistas. No entanto, quantos realmente defendem de fato as idéias socialistas? 

O socialismo é fundamental para a sociedade pois ele permite um confronto de ideias com o capitalismo, enquanto embate ideológico. Na prática, contudo, aqui no Brasil, pelo menos, é apenas um sistema fantasma.

 

Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA) Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Mestrando em História Regional e Local (UNEB Campus V, Santo Antonio de Jesus. Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).

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