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Encruzilhada

Cláudio Zumaeta

 

Uma questão me inquieta seriamente: se o passado era bom (a maioria diz ter sido muito feliz naquele tempo) e o futuro anuncia-se catastrófico ou duvidoso, como devemos nos comportar diante dessa encruzilhada?

 

Se de um lado temos o aquecimento global, o fim das ideologias, a corrupção em todas as áreas da sociedade, o desmantelamento das relações pessoais (principalmente familiares), a química pesada e nociva nos alimentos que nós consumimos; os perigos das ruas (até mesmo atravessá-las, simplesmente, já se tornou uma grave ameaça), as doenças que julgávamos erradicadas voltando, ao mesmo tempo em que outras novas surgem, as drogas ao acesso de todos, em todos os níveis da sociedade, o sucateamento da educação (no Brasil nunca houve e nem há um Projeto de Educação comprometido e sério, voltado para o desenvolvimento do país), a infância violentada e etc., etc., etc. Do outro lado temos a família e a Escola atônitas, desorientadas, à deriva. Queremos compreender o que está acontecendo, mas, não conseguimos “falar a mesma língua”. E agora?

 

Diante de tudo isso a nova geração sente-se cada vez mais angustiada: não viveram aquele passado, que foi bom, segundo o que ouviram e ainda ouvem dos pais e dos professores, e, provavelmente, não viverá um futuro melhor, pelo que percebem que está acontecendo em todos os segmentos sociais e no planeta. Assim, talvez por isso os jovens entregam-se ao imediatismo. Querem tudo ao mesmo tempo, agora. Preferem o transitório, receosos de não haver depois, para eles, um “tempo deles”.

 

Os exemplos que os jovens vêm são os da falta de tempo para tudo: amar, respeitar e fazer descobertas mútuas através de uma boa conversa. Vivemos o tempo do “tenho que ganhar dinheiro hoje, porque senão não pago minhas contas e nem as suas”. Ou o tempo do “vire-se (referindo-se ao jovem), caso contrário o mundo vai te engolir!” Ou ainda: “aprenda a tomar decisões rápidas e maduras – mas, como assim maduras, se o jovem ainda não tem maturidade? – e fiquem atentos, porque senão os ‘espertos’, passam por cima de você”. Que mundo!...

 

Porém, se prestarmos mais atenção ao mundo à nossa volta, talvez os jovens tenham mesmo razão de ter medo ou de querer viver intensamente o eterno instante.

 

Vejamos: um satélite com carga radioativa pode se espatifar em qualquer parte do planeta, a qualquer hora, sobre nossas cabeças; a gripe aviária assustou o mundo; a gripe suína matou milhares de pessoas; a eguinha pocotó imbecilizou e imbeciliza tanto quanto os “reality shows”; os políticos ladrões desviam dinheiro público (escondendo-os até nas cuecas!) da merenda escolar e dos hospitais; as nossas estradas matam mais em um feriado prolongado do que um mês de guerra na Síria; o Vaticano em pleno século XXI condena o preservativo, a masturbação e as segundas núpcias (os que se casam uma segunda vez, tem lugar assegurado no inferno por ser um “corruptor da boa moral”) e etc., etc., etc.

 

Que mundo! Que encruzilhada!

 

Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA) Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Mestrando em História Regional e Local (UNEB Campus V, Santo Antonio de Jesus. Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).

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