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Tia Zulmira e seus rompantes

Da redação

 Evidentemente que as histórias aqui contadas refletem uma época e as várias mãos que as escrevem por vezes precisam romancear um pouco cada caso para torná-lo mais palatável e ao gosto do leitor.

      A Tia Zulmira (nome fictício de uma senhora que conhecemos lá pelas bandas de Água Preta, hoje Uruçuca) era comadre da mãe do autor dessas linhas e passava uns dias na nossa casa, já que a família às vezes não suportava as “caduquices” da anciã.

Aos 70 anos (assim ela dizia, embora outros parentes afirmassem que não passava dos 65), era muito animada, de altíssimo astral, sempre de bem com a vida e muitas de suas aventuras eram até divertidas.

Fazer de pinico, urinol ou bacio, como chamavam à época (felizmente só para fazer xixi), um vaso chinês caríssimo da casa de um parente muito rico em Salvador, ou retirar a usada dentadura e colocar num copo com refrigerante na mesa do almoço, eram fatos comuns para dona Zulmira.

Certo dia morreu um homem na rua onde morávamos e durante o velório na própria casa do “de cujus” eis que chega a Tia Zulmira, sorridente e perfumada como costumava andar.

Apurada quem era a viúva, que chorava copiosamente à beira do caixão, Tia Zulmira aproximou-se dela e, aconchegando-a ao peito, em voz alta e nada afinada, cantarolou: “Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora...”, cujo autor não recordamos, mas que foi mais tarde imortalizada por Raimundo Fagner e Almir Sater.

Juram os presentes que a mulher parou de chorar e que o morto fez a sua última viagem ao som de “No Rancho Fundo” (Ary Barroso e Lamartine Babo), na saída do féretro também cantada por Tia Zulmira e repetida várias vezes até o cemitério.

Que Tia Zulmira, ou que nome verdadeiro tenha, descanse em paz.

 

Histórias romanceadas pela equipe de redação do Agora

  • Criado em .

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