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O caminho para a felicidade

Cláudio Zumaeta

 

Se não há amizade, não há razão para ser feliz. Se não há amizade, nada importa. A amizade é o caminho para a felicidade. Todos os momentos vividos, ou por se viver, foram ou serão inúteis sem a amizade como guia...

O filósofo alemão, Nietzsche (1844-1900), disse: “alegrando-se por nossa alegria, sofrendo por nosso sofrimento – assim se faz um amigo”. Este é, precisamente, o ponto central: é “fácil” sofrer com o sofrimento do amigo, contudo, nem sempre alegramo-nos com a sua alegria, sendo mais comum a inveja. Se, no entanto, a amizade é verdadeira, e imensurável, sendo parte do nosso jeito de viver, amar e perceber a vida, então, nos sentiremos felizes com a felicidade do nosso amigo.

Outro grande filósofo, o francês Voltaire (1694-1778), refletindo sobre a amizade, sentenciou: “A amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis porque um monge ou um solitário podem ser pessoas de bem e mesmo assim não conhecer a amizade. E virtuosas porque os malvados só têm cúmplices; os festeiros, companheiros de farra; os ambiciosos, sócios; os políticos, tão-somente partidários; os vagabundos apenas contatos; e os príncipes, cortesãos – mas, só as pessoas virtuosas têm amigos.”

E se você vive uma amizade assim intensa, sensível e virtuosa, então você é uma pessoa feliz. Pois, a felicidade é tudo aquilo que torna a nossa alma mais leve a cada encontro. E a leveza da alma é tudo aquilo que não sabemos explicar com as palavras, no entanto, sentimos, suavemente, aquecer nossos corações, fortalecendo-nos a vida para enfrentarmos todas as suas batalhas.       

Antoine Saint-Exupéry (1900-1944), chamou a atenção para o fato de que a amizade tem que ser cativante para ser completa: “não posso brincar contigo, pois ainda não me cativou!” Disse a raposa para o principezinho. E logo em seguida ela mesma, concluiu: “ser cativado é ser único um para o outro...”. Noutra passagem de “O Pequeno Príncipe” a raposa se despede, e então o principezinho diz: “Você quis que eu a cativasse, agora estou indo embora e você esta chateada?! Não acha que foi perda de tempo?”. “Não!” Respondeu a raposa: “você me fez sentir muito importante”.

Eis tudo: nós somos muito importantes para nossos amigos.

A essa altura já melhor compreendemos o significado de duas outras passagens contidas n’O Pequeno Príncipe: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”. E ainda: “O essencial é invisível para os olhos”. São frases que nos revelam o tesouro da existência! Afinal de contas, a vida não seria possível sem a amizade para cuidar do nosso bem maior – nossos sonhos na busca pela felicidade.

E isto não é algo novo. Veja só o que Aristóteles (384 a.C-322 a.C) escreveu em “Ética à Nicômaco”: os amigos “são nosso refúgio na pobreza e no infortúnio; ajudam os mais jovens a evitar os erros; ajudam as pessoas idosas amparando-as em suas necessidades; estimulam as pessoas na plenitude de suas forças à prática de ações nobilitantes, pois, com amigos as pessoas são mais capazes de pensar e de agir”.

Que maravilha! Os amigos nos tornam “capazes de pensar e agir”. É então pelo filtro da amizade que nos tornamos sensíveis e virtuosos. Enfim, graças aos amigos que sempre estão nos apoiando, incentivando, estimulando, fazendo “pensar e agir” poderemos ser felizes. A lista dos amigos é grande e não cabe aqui neste espaço, por isso presto minha homenagem a todos, abraçando-os, por intermédio destas palavras. Muito obrigado.

Por último, recorro a Epicuro (341 a.C-270 a.C) o filósofo da amizade, para apertar ainda mais aquele meu abraço anterior: “de todas as coisas que a sabedoria nos oferece para a felicidade da vida, a maior é a Amizade”.  

 

Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA)  Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Mestrando em História Regional e Local (UNEB Campus V, Santo Antonio de Jesus. Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL)..

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