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A mulher de sete metros

Histórias de assombração sempre mexeram com o imaginário da população e algumas delas foram levadas mesmo a sério, como a que vamos contar a seguir.

Entre a metade da década de 60 e os primeiros anos da seguinte surgiu na região uma história macabra de que existia na estrada Ilhéus/Itabuna a figura de uma mulher fantasma que após a meia-noite surgia na estrada e quem passasse por entre suas pernas mudava de sexo.

O assunto era tão levado a sério que os rapazes e moças que vinham curtir uma festinha em Itabuna, ou os rapazes e moças que iam às festas em Ilhéus, tinham como preocupação maior ou largar o melhor da festa para chegar mais cedo em casa ou achar a casa de parentes ou amigos para dormir sem correr o risco de uma mulher virar homem ou de um homem virar mulher, uma fatalidade que poucos queriam.

Várias eram as versões sobre o aspecto da chamada “Mulher de 7 Metros”. Alguns juravam que se tratava de mulher bonita, loura, seios fartos e pernas bem torneadas, que atraiam os incautos para que passassem por dentro de suas pernas. Outros, mais atrevidos, apostavam que a mulher se apresentava inteiramente nua, mostrando uma área genital atraente, com pêlos bem aparados.

Não tinha lugar certo nem data certa para aparecer. Ora era nas proximidades da Fazenda Sempre-Viva, ora era nas proximidades de outro símbolo da estrada, uma casa que diziam ser mal-assombrada, ou ainda pelo Pelourinho nas terras do fazendeiro Manoel Nabuco e onde hoje está situada a Universidade Estadual de Santa Cruz.

Certo é que, verdade ou não, a “Mulher de 7 Metros” transformou-se por muitos anos no símbolo maior das histórias macabras da região, povoando a imaginação dos jovens daquela época, quando não existia a televisão com os “Sexta-Feira 13” e nos cinemas as histórias mais assombrosas se limitavam àquele elegante cavalheiro da Transilvânia.

Contam as más línguas e aqui não vai nenhum preconceito, que alguns se arriscaram pela estrada depois da meia-noite e se transformaram nos maiores expoentes do colunismo social da região.

 

 (*) Texto romanceado da Editoria de História do Agora

  • Criado em .

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